Privacidade!
Oh doce privacidade! Objeto raro. Talvez, quase extinto.
Atualmente,
com tamanha progressão tecnológica e expansão maciça das redes
sociais, já não há mais o que se falar em privacidade. Talvez alguns
poucos ( não mais, nem menos críticos) possam até encher a boca e
dizer que sua vida está à salvo dos bisbilhoteiros. Enfim, mesmo que não
possua acesso às redes sociais e use a internet em restrito para trabalho,
pesquisa e etc... sua vida já não é mais como há trinta anos, que apenas a
fofoca das encalhadas era motivo de preocupação.
E
te digo por quê.
Contas
em bancos, cartões de crédito, celulares, câmeras monitorando sua vida 24
horas por dia. Enfim, de um total desconhecido, após
um vídeo publicado na internet, talvez você seja a pessoa mais
visualizada do mundo. O ponto é: não há mais como se esconder.
Em
paralelo mesmo com essa moda de reality’s shows, que monitoram 24
horas por dia as idiossincrasias das pessoas, a vida cotidiana virou um grande
show. A qualquer lugar que você vá, há uma maquina fotográfica, há
uma câmera instalada, há um twitte, há uma checking.
É importante
ressaltar que tamanho monitoramento em certos pontos se faz necessário, tal
como em assaltos, sequestros, abusos, dentre tantas coisas... Entretanto não
entrarei nesse mérito, pois a questão é o fato de não termos privacidade.
Enfim...
O
maior prejuízo disso?! Sem falar no fato que sua privacidade já não lhe pertence
mais ? Acredito que tamanha exposição acabou com as relações das pessoas, mas
digo isso num sentido físico. As pessoas não mais se olham como deveriam,
não mais se tocam como deveriam, não sentem mais o que deveriam sentir, tudo se
tornou muito padronizado, muito mecanizado, muito perfeitinho a ser exposto à sociedade.
Em
produção...